Imagem de destaque MONTES CLAROS E SUA HISTÓRIA VIRAM TEMA DE OPERETA - Oratório de Montes Claros conta a história do arraial que se transformou na maior cidade do

MONTES CLAROS E SUA HISTÓRIA VIRAM TEMA DE OPERETA - Oratório de Montes Claros conta a história do arraial que se transformou na maior cidade do

20/07/2026 - 13:37
SECOM | Texto: Ana Karienina Amaral | Fotos: Divulgação

Uma noite em que a história de Montes Claros foi a grande atração. Contada através da musicalidade de uma orquestra sinfônica, a trajetória do Arraial das Formigas que se transformou na maior cidade do Norte de Minas é o tema do Oratório de Montes Claros.

A apresentação, que fez parte das comemorações dos 169 anos da cidade, contou com o apoio do Município de Montes Claros, através da Secretaria de Cultura e Turismo, e aconteceu no Centro Cultural Hermes de Paula. A obra, uma opereta audiovisual criada especialmente para orquestra sinfônica, coro e quarteto vocal solista, é de autoria do maestro João Jorge Almeida Soares, que se inspirou em fatos históricos e personalidades que marcaram a história da cidade. Para conseguir  executar a sua composição, o maestro contou com a tecnologia da inteligência artificial (IA), que criou uma orquestra sinfônica, com  as vozes e os instrumentos necessários para a apresentação. A peça musicada, com quase 30 minutos, narra fatos importantes da história da cidade, se constituindo em muito mais do que uma obra musical, sendo também um registro importante sobre a cidade e seus principais atores.

“O Oratório de Montes Claros não é apenas uma obra audiovisual, mas é, sobretudo, um convite para revisitarmos a história de Montes Claros. A obra é, ainda, um importante registro sobre o patrimônio cultural da cidade, um incentivo para a sua presevação”, avalia Geisiane Mota, pós-graduada em História, Sociedade e Cultura no Brasil pela Unimontes e Gerente de Preservação e Promoção do Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Ela, juntamente com o maestro João Jorge Almeida, o jornalista Elpídio Rocha e o advogado Wanderlino Arruda participaram, após a apresentação do audiovisual, de uma roda de conversa sobre a obra, mostrando ao público que o Oratório de Montes Claros é música, mas é também história, cultura e arte. Através de um diálogo com os espectadores eles evidenciaram os aspectos do Oratório que retratam a importância da preservação da memória e da cultura montes-clarense, patrimônios imateriais; bem como da preservação do patrimônio material da cidade.

Durante a sua fala, o maestro João Jorge de Almeida fez questão de ressaltar os desafios que vivenciou para dar vida à sua obra. “Quando compus essa peça monumental, eu tinha pela frente um gigantesco obstáculo: a sua realização. Para executar a minha criação, eu necessitava de uma orquestra sinfônica completa, que pudesse dar conta dos desafios impostos pela partitura. Para que a apresentação acontecesse seria necessário um grande teatro e uma equipe técnica eficiente para a captação de imagens e som em nível profissional. Com o advento da inteligência artificial pude, de forma relativamente simplificada, executar a minha obra, que agora está disponível para o público e para a cidade. A IA foi instrumento para que pudesse fazer a minha música”, afirma.

Para o jornalista Elpídio Rocha, que atua na área de Cinema e é um dos palestrantes do projeto Cinema Comentado, a opereta mostra como a inteligência artificial pode ser, quando bem utilizada, uma aliada das artes, dentre elas a audiovisual, já que o Oratório de Montes Claros é música, mas também imagens.

Já para o advogado e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros, Wanderlino Arruda, o Oratório de Montes Claros narra a trajetória da cidade através de oito movimentos que contam sobre os primeiros desbravadores, mas também relatam a transformação do arraial em cidade. “É um relato da fé, da cultura e da identidade norte-mineira”, frisa.

Diferente da ópera, o oratório é apresentado em forma de concerto, sem cenário, figurinos ou encenação, mas tem o mesmo “poder” de provocar emoções quanto a ópera, pois também narra uma história. O Oratório de Montes Claros é um filme sobre a história da cidade contada através da apresentação de uma orquestra, que conta com coro e solistas criados de forma hiper-realista, praticamente indistinguíveis de filmagens reais e, através da narrativa, coloca o público dentro da história e faz com que os montes-clarenses se reconheçam como parte do que está sendo contado.

MAESTRO JOAO JORGE ALMEIDA
ELPIDIO ROCHA
GEISIANE MOTA
WANDERLINO ARRUDA